Generation Waking Up: Igniting a Movement

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Com Amor...

Existem momentos, em que simplesmente não podemos deixar de intervir... quando sentes que o teu Mundo está moribundo e em vias de extinção... que fazes? União... União das Luzes… é essa a ideia… juntos seremos mais brilhantes e chegaremos mais longe… Escreve, relata, LUTA !!!
Com Amor...
Existem poucos lugares no mundo, onde podemos encontrar paz, silêncio …..
Onde não somos invadidos pela poluição sonora, ou qualquer tipo de poluição …
Onde encontramos o nosso silêncio interior…….onde conseguimos perceber de que somos feitos………
Onde ouvimos a força das ondas, onde sentimos a força do vento, e os pássaros a voarem…..
São pequenos paraísos na terra …….
Existem tão poucos na Europa, nos outros lados do mundo onde o homem não invadiu eles existem, mas aqui na Europa são tão poucos….
O homem insiste em construir prédios, em modificar a natureza ao seu belo prazer e depois o que acontece é que a Natureza já não é genuína, ela passa a ser fabricada pelo homem……. Onde existia antes dunas, falésias, areia, mar, lagoa ….. passa a existir hotéis uns atrás dos outros ……… passeios alcatroados……… cimento, ferro e 4 paredes
Já não é possível encontrar a paz interior, tanto desejado pelo homem quando estamos dentro de 4 paredes …..
Os pássaros imigram e os que ficam quase que não se ouvem porque o baralho do homem é tanto que abafa tudo o resto…….
Porque será que todos têm medo da palavra STRESS, constroem SPAs para libertar esse stress, vão ao encontro das antigas filosofias de cura oriental, que não são mais do que uma tentativa de equilibrar o homem e que ele se equilibre com a natureza, com o seu corpo ….
Deixem as coisas como estão para que o homem encontre as suas origines, a sua paz interior, que consiga reencontrar-se com a natureza e que beneficie desse encontro…
Mariette
Melides, sitio fantastico...
Melides, sitio fantastico como nunca encontrei em lugar nenhum, só quem esteve lá é q sabe. Há tanta coisa para dizer desse lugar mágico, que nao sei muito bem por onde começar.
Melides, associo à terra do nunca, pq para mim nunca vai acabar, pelo menos no meu coração e na minha memória. Tantas histórias para contar e para recordar.Lugar de emoções fortes, de alegria, de expontaniedade, de muito musica (boa), de grandes amizades, de união, de folia. Tudo isto, misturados com muitos cheiros, o latente o mais presente é o cheiro do mar, a maresia tb.
O mar com esse nao existe em mais lugar nenhum, disso tenho a certeza. Tb ele me conhece e eu a ele muito bem, tratamo-nos por tuAhhh q saudades eu tenho disto tudo!!!Um grande bem haja, obrigado por existires e por ter participado, nesta sensação boa por te ter conecido.
Até já
Pedro Adega
"Acredito até que é lá que o ser humano mostra o seu verdadeiro EU"
Conheci Melides em 1983, tinha 9 anos. A minha família procurava natureza, paz e descanso quando alguém falou ao meu pai de um lugar lá para o Alentejo onde os ingleses haviam construído um parque de campismo que parecia um paraíso porque, dizia-se, respeitava o local onde fora implantado, onde as rolotes e tendas não se amontoavam: como que uma floresta habitada por homens. Eu era uma criança mas a minha mãe conta que fiquei “encantada” quando lá cheguei. Guardo na memória o som dos sapos e rãs, o cheiro do orvalho pela manhã, a beleza dos cogumelos selvagens que no Inverno nasciam aqui e ali e tenho sempre presente o ar puro que se respira naquela terra, o cheiro dos pinheiros e a imensa força e calma da sua costa e daquela praia inigualável de areia grossa. O tempo passou e alguma “evolução” se notou, principalmente ao nível do parque de campismo que foi vendido a portugueses e que tem sofrido algumas mutilações assim como envelhecido, não havendo qualquer beneficiação significante nas instalações; no entanto a sua estrutura QUASE se mantém intacta: espaçoso, arejado e com oxigénio. A paisagem envolvente é única, misturando como nunca vi o campo e a praia numa perfeição que faz tremer a quem lá vai. Deste ambiente sempre resultou que as pessoas que para lá vão ou amam profundamente ou não se sentem lá bem, pela sua grandiosa paz que motiva introspecção, frontalidade e genuinidade. Conseguem-se criar laços profundos com as pessoas. Acredito até que é lá que o ser humano mostra o seu verdadeiro EU e encontra o seu equilíbrio próprio. Esta terra tem-se preservado a muito custo e agora está mesmo com o fim anunciado porque o que está projectado e com começo de construção à vista vai matar o espaço, o oxigénio, a forma de vida deste local. Vai haver turismo de luxo, sim senhor, camas confortável para dormir com uma boa casa de banho de apoio como aquelas que temos nas nossas casas da cidade mas com acesso rápido à praia que vai ter muitos restaurantes fantásticos e caríssimos, adequados ao poder de compra dos portugueses, ah! e vai haver muito, muito consumo tanto que os animais vão sentir que não vai sobrar nada para eles e vão-se embora…a vegetação natural acabará por ir também. Ao nível comunitário vamos ser tantos que deixará de haver pachorra para cumprimentar as pessoas na rua, meter conversa com alguém e ouvir falar da sua vida, não vai haver nem tempo nem espaço para estar. Desculpem-me se vos tomo muito tempo que eu sei que o registo dos leitores e ouvintes de hoje é de terem pouco tempo. Porque será? Encontramo-nos em Melides para falar sobre isto da falta de tempo…até lá família.
Susaninha

4 comentários:

Pedro disse...

Melides, sitio fantastico como nunca encontrei em lugar nenhum, só quem esteve lá é q sabe. Há tanta coisa para dizer desse lugar mágico, que nao sei muito bem por onde começar.
Melides, associo à terra do nunca, pq para mim nunca vai acabar, pelo menos no meu coração e na minha memória. Tantas histórias para contar e para recordar.
Lugar de emoções fortes, de alegria, de expontaniedade, de muito musica (boa), de grandes amizades, de união, de folia. Tudo isto, misturados com muitos cheiros, o latente o mais presente é o cheiro do mar, a maresia tb.
O mar com esse nao existe em mais lugar nenhum, disso tenho a certeza. Tb ele me conhece e eu a ele muito bem, tratamo-nos por tu
Ahhh q saudades eu tenho disto tudo!!!
Um grande bem haja, obrigado por existires e por ter participado, nesta sensação boa por te ter conecido.

Até já

Acapelo disse...

Como é fantástico...Exactamente...Exactamente... Mágico, Poderoso!! Onde o coração quase rebenta de tão cheio... chega a doer...e o mais fantástico é que somos tantos a pensar o mesmo...
Uma amiga, num dos fins de semana que lá estivemos, porque tem sido muitos... Dizia constantemente: É tão LINDO!! é Tão LINDO..:-)
Que bom "ouvir-te" Pedro, vai contando coisas, agora o lugar que tanto te deu, precisa de ti...

Anónimo disse...

Existem poucos lugares no mundo, onde podemos encontrar paz, silêncio …..
Onde não somos invadidos pela poluição sonora, ou qualquer tipo de poluição …
Onde encontramos o nosso silêncio interior…….onde conseguimos perceber de que somos feitos………
Onde ouvimos a força das ondas, onde sentimos a força do vento, e os pássaros a voarem…..
São pequenos paraísos na terra …….
Existem tão poucos na Europa, nos outros lados do mundo onde o homem não invadiu eles existem, mas aqui na Europa são tão poucos….
O homem insiste em construir prédios, em modificar a natureza ao seu belo prazer e depois o que acontece é que a Natureza já não é genuína, ela passa a ser fabricada pelo homem……. Onde existiam dunas, falésias, areia, mar, lagoa ….. passa a existir hotéis uns atrás dos outros ……… passeios alcatroados……… cimento, ferro e 4 paredes
Já não é possível encontrar a paz interior, tão desejada pelo homem, quando estamos dentro de 4 paredes …..
Os pássaros imigram e os que ficam quase não se ouvem porque o barulho do homem é tanto que abafa tudo o resto…….
Porque será que todos têm medo da palavra STRESS, constroem SPAs para libertar esse stress, vão ao encontro das antigas filosofias de cura oriental, que não são mais do que uma tentativa de equilibrar o homem e que ele se equilibre com a natureza, com o seu corpo ….
Deixem as coisas como estão para que o homem encontre as suas origines, a sua paz interior, que consiga reencontrar-se com a natureza e que beneficie desse encontro…

Anónimo disse...

Conheci Melides em 1983, tinha 9 anos. A minha família procurava natureza, paz e descanso quando alguém falou ao meu pai de um lugar lá para o Alentejo onde os ingleses haviam construído um parque de campismo que parecia um paraíso porque, dizia-se, respeitava o local onde fora implantado, onde as rolotes e tendas não se amontoavam: como que uma floresta habitada por homens.
Eu era uma criança mas a minha mãe conta que fiquei “encantada” quando lá cheguei. Guardo na memória o som dos sapos e rãs, o cheiro do orvalho pela manhã, a beleza dos cogumelos selvagens que no Inverno nasciam aqui e ali e tenho sempre presente o ar puro que se respira naquela terra, o cheiro dos pinheiros e a imensa força e calma da sua costa e daquela praia inigualável de areia grossa.
O tempo passou e alguma “evolução” se notou, principalmente ao nível do parque de campismo que foi vendido a portugueses e que tem sofrido algumas mutilações assim como envelhecido, não havendo qualquer beneficiação significante nas instalações; no entanto a sua estrutura QUASE se mantém intacta: espaçoso, arejado e com oxigénio.
A paisagem envolvente é única, misturando como nunca vi o campo e a praia numa perfeição que faz tremer a quem lá vai. Deste ambiente sempre resultou que as pessoas que para lá vão ou amam profundamente ou não se sentem lá bem, pela sua grandiosa paz que motiva introspecção, frontalidade e genuinidade. Conseguem-se criar laços profundos com as pessoas. Acredito até que é lá que o ser humano mostra o seu verdadeiro EU e encontra o seu equilíbrio próprio.
Esta terra tem-se preservado a muito custo e agora está mesmo com o fim anunciado porque o que está projectado e com começo de construção à vista vai matar o espaço, o oxigénio, a forma de vida deste local. Vai haver turismo de luxo, sim senhor, camas confortável para dormir com uma boa casa de banho de apoio como aquelas que temos nas nossas casas da cidade mas com acesso rápido à praia que vai ter muitos restaurantes fantásticos e caríssimos, adequados ao poder de compra dos portugueses, ah! e vai haver muito, muito consumo tanto que os animais vão sentir que não vai sobrar nada para eles e vão-se embora…a vegetação natural acabará por ir também. Ao nível comunitário vamos ser tantos que deixará de haver pachorra para cumprimentar as pessoas na rua, meter conversa com alguém e ouvir falar da sua vida, não vai haver nem tempo nem espaço para estar.
Desculpem-me se vos tomo muito tempo que eu sei que o registo dos leitores e ouvintes de hoje é de terem pouco tempo. Porque será? Encontramo-nos em Melides para falar sobre isto da falta de tempo…até lá família.

Susaninha