Generation Waking Up: Igniting a Movement

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Abriram as Lagoas...

A abertura das lagoas, Stº André e Melides, a reciclagem das águas... o novo pelo velho, um novo ciclo que se inicia.


O peixe dá à costa numa fartura fictícia, é possível apanhá-lo à mão. Curiosos e pescadores de vários locais do País concentram-se na tarefa. Uma vez por ano tudo se transforma.



Até as ondas perfeitas para o surf surgem na boca da lagoa. Surfistas experientes aproveitam a dádiva anual.



O fim de semana não esteve tão solarengo como prometeu, mas a praia estava animada…e bonita. A pressa em destruir os cafés, deixou destroços a “enfeitar” a paisagem… um luto que se prolonga, ainda há romaria para os ver… ainda se ouve dizer ...“ estou aqui no António”.



A rotina já não é a mesma… Tudo Muda, Tudo se transforma… há quem ainda não tenha a coragem de ir á praia ver o que resta, O Sr. António é um deles (disse a Fatinha) e tantos outros que ainda sofrem a nostalgia da perda. Encontrei a tristeza na alma dos que coloriram, tantos e tantos ano aquela praia, dos que se recordam da vida que lá viveram e como e aos poucos a liberdade parece escoar-se por entre os dedos.



Outros queixam-se : “já viu, já viu? Esta desgraça…” baixam a cabeça...



Tento animar. Digo-lhes para acreditarem na mudança, mas que intervenham na mudança, façam parte dela, caso contrário corremos o risco de haver uma descaracterização total. Perdemos a identidade, perdemos a Alma.



A liberdade está na nossa cabeça, lá dentro, no profundo do nosso ser. Temos de ter esperança, DAR ao Novo a nossa MARCA. Temos de fazer parte da Mudança, só assim podemos preservar a nossa Liberdade, lutando, lutando com as novas ferramentas da modernidade. Bons projectos, Boas ideias, e principalmente muita paixão.



Esqueçam o discurso derrotista, de quem diz, que não é possível… desiludidos com anos e anos de repressão politica e de corrupção partidária.



Eu acredito na mudança, acredito no valor de quem ama e na força da liberdade e sei que não nos podemos demitir de responsabilidade e estar lá para defender e principalmente projectar um futuro harmonioso e saudável. E acima de tudo evitar a destruição do maior tesouro do Concelho, a NATUREZA. Unidos.






























Depois de 40 anos de trabalho, sem folgas, sem férias, a família “António” aprende a viver de novo.